Durante muitos anos a criança, que acompanhava a vida social do adulto, participava também de sua literatura. Só no início do século XVIII é que a criança passou a ser considerada com características próprias e começou a surgir uma literatura destinada a esta faixa etária.
Nos tempos bíblicos era muito difícil para a criança participar da leitura. Lemos, por exemplo, em II Reis 23.2 as seguintes palavras: “E o rei subiu à casa do Senhor, e com ele todos os homens de Judá, e todos os moradores de Jerusalém, e os sacerdotes, e os profetas, e todo o povo, desde o mais pequeno até ao maior: e leu aos ouvidos deles todas as palavras do livro do concerto, que se achou na casa do Senhor”. Aqui estavam juntos adultos e crianças ouvindo a lei de Deus registrada no livro encontrado no templo pelo sumo sacerdote Hilquias. Como ficariam inquietas nossas crianças hoje? O povo de Israel encontrava-se sem rumo. Agora estavam todos reunidos, crianças e adultos com o mesmo objetivo: renovar o pacto com Deus, pois haviam achado o livro que transforma!
No Novo Testamento vamos encontrar duas grandes mulheres Loide e Eunice as quais sabiamente souberam ensinar as sagradas letras ao neto e filho Timóteo, atitude que foi mencionada pelo apóstolo Paulo mais tarde, elogiando a fé não fingida daquelas senhoras, que passam para a história o exemplo de um lar que soube educar o filho contribuindo, certamente, para que se tornasse o amado filho do apóstolo.


