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EVANGÉLICOS CRESCENTES OU DECRESCENTES

Apesar das estatísticas apontarem para um crescimento expressivo do numero de evangélicos no Brasil, o que nos mostra a realidade baseada em dados concretos e não meramente fictícios ou verbais infelizmente mostra um outro quadro que nos assusta que é a quantidade cada vez maior dos denominados “sem igreja” ou “crentes em casa” como alguns orgulham de assim mesmo se denominarem.
A diversidade cada vez maior de denominações, estilos de culto, interpretações e doutrinas a cerca da palavra, bem como a forte e acentuada decepção de muitos com um evangelho falso, a frustração com alguns líderes, escândalos, a larga escala de trabalho e a escassez de tempo e o acúmulo do cansaço e outras coisas avessas a vontade do mestre sem dúvida alimentam a muitos que preferem servir o Cristo a seu modo.
Ao contrário de um passado não muito distante, hoje como evangélicos somos quase maioria. Temos bíblia e gostamos de levá-las mesmo que seja apenas para nosso conforto e proteção, temos cânticos que nos agradam pois falam de curas, força, ânimo e vitórias, temos pastores, bispos, apóstolos e patriarcas, que se apresentam mais na condição de sacerdotes e gurus do que propriamente pastores de ovelhas. Hoje temos o evangelho da conivência com o mundo, da prosperidade a todo custo, ou melhor, sem custo, o evangelho da barganha, da troca das contribuições pelas curas e benesses de um Deus que deixou de ser Senhor para se tornar servo e propriedade dos evangélicos.
Assusta-nos saber que a multidão dos evangélicos avança sem o próprio evangelho. O foco esta na multidão. Igreja boa é a que mais cresce em número. Igreja forte é a que constrói os mais belos e suntuosos templos. Igreja boa é a que mais faz movimentos e mais aparece no seu bairro e na mídia.
Infelizmente a multidão dos evangélicos cresce sem o gosto pela genuína palavra, pela Escola Bíblica Dominical, pelos cultos de oração e intercessão, pela igreja, pelo trabalho do Senhor, pela evangelização, pelo arrependimento e pelo genuíno avivamento espiritual e sem amor pelas almas perdidas.
Meus queridos, Deus não mandou Gudião contar o exército, mas, sim separar os valentes. Na verdade não importa quantos somos, importa sim se estamos ou não olhando para Cristo e cumprindo a sua palavra de forma integral e não seletiva. Pois somente assim seremos contados no céu e lá sim é que importa.
No amor de Cristo, seu amigo.
Pr. Renato Ribeiro