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ANJOS NÃO: SOMOS FILHOS

A Bíblia revela que o Senhor criou “legiões” de anjos. Cada anjo foi criado para servir ao Senhor, desempenhando funções específicas na administração do universo criado. Quanto aos seres humanos, a Bíblia revela: “E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito da Sua vontade” (Efésios 1.5).
Apesar da fragilidade humana, nós fomos criados com objetivos tão espiritualmente altos e sofisticados que a estrutura de anjo não foi suficiente. Por isso, diz Paulo em Efésios, desde “antes da fundação do mundo” o Senhor Se propôs a adotar como filhos todos aqueles que, pela fé, se submetessem a Ele. Anjo caído não pode ser reabilitado. Homem caído encontra restauração através do Filho Unigênito.

FILHOS COM SÍNDROME DE ADONIAS

Um dos erros que os pais cometem nos dias de hoje é querer não contrariar seus filhos. Nunca dizem “não” aos seus pedidos, seja para fazer uma determinada coisa ou em relação a presentes.
Nunca querem “aborrecer” ou “contrariar” seus filhos. Com isto vão criando filhos que tem todas as coisas que querem, não sabem o que é privação e vão crescendo na ilusão de que o mundo lhes oferecerá tudo o que desejarem.
Sem saberem, estes pais estão criando filhos com a “Síndrome de Adonias”.
Só para lembrar a razão do uso deste termo: Adonias era o quarto filho de Davi com Hagite. A história bíblica conta que Adonias sabia que Salomão era o escolhido de Deus para a sucessão, mas quis usurpar o trono com o respaldo de grupos desautorizados por Deus. O texto mais emblemático a respeito de Adonias está em I Reis 1.5,6. Diz o texto: “Então Adonias, filho de Hagite, se levantou, dizendo: Eu reinarei. E preparou carros, e cavaleiros, e cinquenta homens, que corressem adiante dele. E nunca seu pai o tinha contrariado, dizendo: Por que fizeste assim? E era ele também muito formoso de parecer; e Hagite o tivera depois de Absalão”.

A Verdade Sobre os Pais

Segundo pesquisas, o auge do consumismo em datas comemorativas é no Natal e no dia das mães. No dia dos pais, em alguns anos, essa porcentagem de consumo até cai. Algumas pessoas questionam tais datas como estratégias comerciais e até abominam as comemorações, mas a questão a ser tratada aqui não está relacionada ao consumismo e suas táticas comerciais, mas ao que esta pesquisa pode representar. Ou se tem mais mães no mundo do que pais, ou tem se dado menos importância para os pais. Caso seja a segunda opção a verdadeira, os porquês são diversos. A falta de amor entre pais e filhos, brigas e divisões familiares, ou até mesmo a ideia de que a relação com os pais é fria.
A verdade é que todo pai, independente de como ele seja, merece ser amado, tem direito a ter o carinho dos filhos sendo ele uma criança ainda ou já adulto, todo pai precisa de atenção e merece muito respeito. Tais ações podem ser questionadas por aqueles filhos que foram abandonados por seu pai ou sofrem por ter um pai muito severo. Mas a verdade é que Deus ensinou a todos agir em amor, independente de merecer ou não. Deus enviou seu Filho ao mundo para ser o salvador, independente de merecer ou não. Jesus foi crucificado pelos homens, independente de merecer ou não. Para a humanidade esta atitude é difícil de compreender, mas não impossível de viver.
Existem alguns pais que amam seus filhos e se dedicam a eles incondicionalmente, mas também existem os pais que tem dificuldades no lidar com os filhos. Esses últimos são os pais que precisam de instrução divina, que precisam de filhos que orem por eles ao invés de criticá-los. A verdade é que alguns pais precisam da dedicação dos filhos e seu investimento para aprender a amar, aprender a ter atitudes coerentes de um pai. Quando se pensa na relação pai e filho, a cobrança é sempre sobre o pai, mas nesta relação os filhos também tem sua porcentagem de responsabilidade. A dedicação do filho é fundamental.
Aproveite este dia dos pais para amar como Deus ensinou. “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados” (1 João 4.10).
Editorial OJB