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O LIVRO E A CRIANÇA

Durante muitos anos a criança, que acompanhava a vida social do adulto, participava também de sua literatura. Só no início do século XVIII é que a criança passou a ser considerada com características próprias e começou a surgir uma literatura destinada a esta faixa etária.

Nos tempos bíblicos era muito difícil para a criança participar da leitura. Lemos, por exemplo, em II Reis 23.2 as seguintes palavras: “E o rei subiu à casa do Senhor, e com ele todos os homens de Judá, e todos os moradores de Jerusalém, e os sacerdotes, e os profetas, e todo o povo, desde o mais pequeno até ao maior: e leu aos ouvidos deles todas as palavras do livro do concerto, que se achou na casa do Senhor”. Aqui estavam juntos adultos e crianças ouvindo a lei de Deus registrada no livro encontrado no templo pelo sumo sacerdote Hilquias. Como ficariam inquietas nossas crianças hoje? O povo de Israel encontrava-se sem rumo. Agora estavam todos reunidos, crianças e adultos com o mesmo objetivo: renovar o pacto com Deus, pois haviam achado o livro que transforma!

No Novo Testamento vamos encontrar duas grandes mulheres Loide e Eunice as quais sabiamente souberam ensinar as sagradas letras ao neto e filho Timóteo, atitude que foi mencionada pelo apóstolo Paulo mais tarde, elogiando a fé não fingida daquelas senhoras, que passam para a história o exemplo de um lar que soube educar o filho contribuindo, certamente, para que se tornasse o amado filho do apóstolo.

OUTUBRO: MÊS DAS CRIANÇAS

No final do mês passado o Brasil ficou estarrecido com uma cena flagrada por jornalistas da Rede Globo na cidade do Rio de Janeiro. A cena de uma criança brincando com seu carrinho, velocípede, seria apenas mais uma dentro do dia a dia saudável e normal para qualquer criança, se não fosse pelo local onde estava brincando, a descida do Elevado Paulo de Frontin, na Cidade Nova, no Centro do Rio. Ao invés de um parque ou uma casa, a criança de 9 anos descia uma avenida onde os carros não passam com menos de 80km/h. Crianças como esta, continuam em situação de abandono por todo o mundo.

Após a divulgação das imagens as autoridades cariocas entraram em ação e descobriram que a criança vivia com a mãe e irmãos em um casarão abandonado, que fica na principal avenida do Rio de Janeiro, em frente ao prédio da Prefeitura. O Ministério Público estadual informou que o menor foi retirado da guarda da mãe, por estar vivendo em situação de risco. E assim também vivem crianças no Nepal, meninas de 9 anos que se casam com deus em antigo ritual. No Iêmen meninas de 13 anos se casam com homens com o dobro da sua idade. Em alguns casos a única ação é a oração.

DESPREZO

Quem já não sentiu um olhar de desprezo? Como uma água suja que nos atinge na rua assim é o olhar que pousa sobre nós muitas vezes em momentos inesperados. As razões podem ser bem diversificadas e tentam justificar o injustificável.
Agar olhou assim para Sara porque ela tinha um filho de Abraão e ela não. Depois, Sara olhou com desprezo para Agar e seu filho Ismael porque ameaçavam a exclusividade da herança de Isaque;
Os povos do deserto desprezaram os israelitas porque viam somente um povo em peregrinação desejando chegar a uma terra inconquistável;
Hamã desprezou Mardoqueu porque ele recebeu a honra que ele julgava ser dele. Por causa disso achou que não bastava matá-lo, mas sim desejou exterminar todo um povo;

MISSÕES PARA TODOS

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações...”
Hoje fazer missões não é mais coisa apenas para loucos e para aqueles com um chamado especial para ir à outras regiões ou nações. Missões pode ser para todos, respondendo e entendendo o chamado de Deus no livro de Mateus 28.19: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações...”. Agora fazer missões também não tem idade, antes na infância só se aprendia o que era evangelizar, e como era o trabalho do missionário, hoje as crianças já são pequenos, “grandes”, missionários. Os idosos também estão contribuindo de forma significativa, não apenas com ofertas retiradas da venda dos doces e salgados na igreja, mas também indo.
Missões Nacionais tem investido cada vez mais em seus missionários, bem como em projetos de curto período, onde qualquer pessoa pode aceitar o desafio de ir. São donas de casa, estudantes, profissionais, que aproveitam 10 a 15 dias de suas férias para falar da salvação em Jesus Cristo à pessoas de sua Nação. Cada vez mais igrejas também tem investido no trabalho evangelístico não só no seu bairro, mas realizando projetos missionários em outras regiões. São idosos, adultos, crianças, que aproveitam até um final de semana para espalhar o amor de Deus no Brasil.

Crentes de pés sujos

Jesus, sendo Senhor e Mestre, lavou os pés dos seus discípulos e disse-lhes. “Aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo” (João 13.10).

Pelo fato de eu ser cristão, minha vida interior foi limpa pelo “Sangue de Jesus”. Por outro lado, pelo fato de eu ser cristão, Jesus espera que ande por lugares espiritualmente sujos, para dar testemunho do Cristo. Em outras palavras, Jesus espera que eu suja meus pés, nas minhas andanças missionárias.
Desconfiemos dos nossos pés, quando descobrirmos que eles estão limpinhos, como no dia em que aceitamos Jesus. Fomos chamados para dar testemunho, no meio de um mundo com sujeiras e malcheiroso. Por isso, periodicamente, é preciso colocar nossos pés nas mãos de Jesus, para que o Seu Espírito nos limpe e nos qualifique para voltarmos ao mundo e continuarmos nossa obra de missionários. Crentes de pés sujos e de mãos santas.
OLAVO FEIJÓ
Pastor, professor de Psicologia

INDEPENDÊNCIA E VIDA

No dia 7 de setembro, feriado da Independência do Brasil. O Brasil deixa de ser colônia portuguesa e passa a ter autonomia, sendo um país independente. Foi uma luta de muitos anos até chegar este dia, passamos por vários conflitos internos, mas a tão sonhada independência aconteceu. Hoje somos uma nação forte, caminhando para ser uma grande potência mundial, o Brasil de hoje tem atraído turistas de várias partes do mundo, atraído investidores, enfim, somos o país do futuro.

O lema na época era Independência ou Morte, agora, quero apresentar um lema parecido que denomino de Independência e Vida. Espiritualmente falando, vivemos em um país sincrético, isto é, as pessoas aceitam várias religiosidades ao mesmo tempo. Não tenho medo de afirmar que, mesmo sendo tão religiosos, os brasileiros desconhecem a verdadeira religião. O que é religião? É religar o homem a Deus.

ELES PREFERIAM OS PORCOS

A questão da preferência está em pauta. Sei que poderia falar de outras coisas, mas a preferência é um assunto interessante, então, prefiro falar sobre ela.

Você já deve ter ouvido aquela famosa frase que diz que “gosto não se discute”, mas, em alguns momentos, me questiono sobre a realidade disso. Está certo que nós, seres humanos, somos diferentes, pensamos de forma diferente, agimos de forma diferente... eu sei, mas em dados momentos nossa preferência vem mostrar nosso caráter (se é que ele existe), nossa visão e, além de outros aspectos, nossa intimidade com Deus.

Em Lucas 8.26-39 encontramos a história do endemoninhado gadareno. Sinceramente, não me lembro de alguém ter usado esse texto para pregar sobre “preferências”, mas é isso que quero ressaltar.

DE QUE LEMBRAR, NA MOCIDADE

Indo na contramão de todos aqueles que enxergam, no período da juventude, a melhor época de “gozar” a vida, sem nenhuma preocupação com o futuro, Salomão recomenda: “Lembra-te do Teu Criador, nos dias da tua mocidade” (Eclesiastes 12.1).
Enganam-se aqueles que ensinam que a mocidade é, por natureza, frívola. E é ilustrativo observar que, na sua maioria, os adultos que mais exploram comercialmente os jovens são, exatamente, os indivíduos que propalam o descompromisso dos moços com relação a coisas produtivas. Porque é próprio do marketing sem compromisso humano a atitude de sugar os recursos dos seus consumidores, sem nenhuma intenção construtiva.
Jovens que são respeitados, por causa de suas características de idealismo e de envolvimento intenso, respondem entusiasticamente aos desafios elevados que recebem. Deuses e religiões que meramente repetem o passado e se limitam a rituais sem muito significado ou aplicações no cotidiano, não atraem os jovens. O Criador dos moços deve ser, no mínimo, uma entidade viva, profunda, realizadora, como diz a Bíblia. Este Criador, quando descoberto pelos moços, é abraçado, amado, seguido. É este Criador entusiasmante que devemos anunciar aos jovens, nos dias da sua mocidade.
OLAVO FEIJÓ
Pastor, professor de Psicologia

UVAS AZEDAS

Num estilo poético e cativante, Isaías fala à nação eleita na figura de uma vinha zelosamente cuidada pelo vinhateiro. Terreno fértil e bem preparado, uma torre para o vigia, um tanque adequado para esmagar as uvas. Favoreceu a colheita de melhor qualidade, mas quanta decepção! As parreiras não corresponderam à expectativa, antes produziram uvas azedas (Isaías 5.1-7).


Essa mensagem dirigida a Israel se estende aos cristãos e assume uma dimensão escatológica em Mateus 21.33-46, no ensino do Mestre. São numerosos e variáveis os frutos que o divino vinhateiro espera de nós: de justiça, de paz, de misericórdia, de perdão, de santidade, de comunhão, de alegria, de fé, e outros. Sujeitos estamos, no entanto, a oferecer frutos de injustiça, discórdia, ódio, avareza, orgulho, maledicência, incredulidade. Uns, doces e saborosos; outros, amargos e intragáveis. Frutos que alimentam e frutos danosos à saúde. Como somos falhos!

DIA DO ADOLESCENTE BATISTA

No dia do adolescente batista a reflexão é para os líderes e pais. Abençoá-los, orientá-los, amá-los, capacitá-los, apoiá-los, são atitudes que os adolescentes batistas precisam receber. Esta é a fase de transição entre a infância e a idade adulta, caracterizada pela variação de comportamentos típicos da infância e aquisição de capacidades de adulto. Com esta radical mudança a adolescência é assinalada como uma fase heterogênea.
Olhando de uma perspectiva diferente, imagine uma criança que tem como maior preocupação saber com qual boneca vai brincar hoje, e aos poucos se vê crescendo demais, tendo que comprar roupas cada vez maiores, só que as roupas que cabem nela, nenhuma é tão colorida como ela gosta, nem tem o desenho da sua boneca preferida. De repente seu corpo se modifica, não tão em forma como de uma mulher, mas também diferente de uma criança. Assim é a perspectiva de uma criança em fase de amadurecimento. E agora, como conviver com tantas mudanças?

COMO RESPONDER A CADA UM

Depois de descrever como devem ser os deveres domésticos dos cristãos, Paulo focaliza a importância da oração, para a qualidade cristã da comunicação. “A vossa conversa seja sempre com graça, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um” (Colossenses 4.6).
Aquilo que falamos, no dia a dia é visto pela Bíblia como de valor estratégico no processo da promoção do Reino. Nossa conversa, disse Jesus, não deve ter um caráter dúbio – “nosso falar deve ser sim, sim, não, não”. Já Tiago condena a “língua solta”, irresponsável, que pode causar incêndios e prejuízos de toda sorte. Quando chega sua vez, o Apóstolo Paulo recomenda moderação e dependência do Senhor: “Temperada com sal” e motivada pela “graça” divina.
Pedro nos lembra que fomos chamados para ser testemunhas de Cristo, no meio de um mundo injusto, que persegue cristãos. Por isso, ele escreve: “Estejam sempre prontos para responder a qualquer pessoa que pedir que expliquem a esperança que vocês têm”. Ao fazê-lo, diz o Apóstolo, devemos falar “com educação e respeito”. Comunicar a mensagem cristã “temperada com sal”, equilibradamente, é sempre um desafio para nós. Nossa única saída é a “graça”. A graça do Cristo que, quando vivemos em comunhão com Ele, nos inspira a dizer aquilo que Ele quer que digamos, não importa quão difícil seja o desafio do testemunho. Com sal e com graça.
OLAVO FEIJÓ
Pastor, professor de Psicologia

COMO NÃO PROTESTAR?

Os desafios que se agigantam diante de nós nesse tempo são assustadores e perigosos para todos que decidiram viver segundo a vontade de Deus tendo suas vidas norteadas por sua palavra, a Bíblia Sagrada. Por isso é urgente que todos que foram livres da ignorância espiritual, que tiveram suas mentes transformadas e iluminadas por Deus através de seu Espírito protestem, e como não protestar?
Como não protestar diante do individualismo crescente e destruidor, que fragmenta relacionamentos, que encaverna o ser humano, que o lança no calabouço da solidão, que enganado acha que pode viver sozinho, na cultura do “eu me basto”. Como não protestar diante do relativismo que se torna a cada dia mais senhor da mente dos homens que já não reconhecem mais a verdade, que não se submetem a ela, mas ao contrário a laçam no leito de Procusto, decepando-a de acordo com seus interesses ou esticando-a ao máximo até que concordem com suas ideias. Criando suas próprias “verdades” que os deixam em condições de não serem repreendidos, contrariados, cobrados, ou de estarem errados, pois envoltos pelo casulo do relativismo sempre estão certos.

PASTOR ERRA?

A pergunta parece obvia, mas não para algumas pessoas. Pastor erra sim, se não o termo correto seria Papa, e não pastor. Inteligentemente o atual Papa, na semana passada, surpreendeu a todos os seus seguidos ao declarar que “já pecou”. A surpresa vem por esta frase ser declarada por alguém que é considerado pelos católicos como o sucessor de São Pedro, designado por Jesus a rocha da Igreja. Assim acreditam os católicos, como também acreditam que não é possível o Papa ter pecado. Entretanto, o fato de alguém acreditado como sem pecado, declarar que já pecou, o aproxima de seus seguidores. Parece que o Papa quer ser um pastor, por entender que ele é mais próximo de seus seguidores, e alguns pastores parecem querer ser Papa.

A FARTURA DE DEUS

No primeiro capítulo da sua Carta aos Efésios, Paulo nos revela muito dos planos de Deus, antes até da criação. E ele nos ensina sobre o amor e a graça do Senhor: “Como é maravilhosa a graça de Deus, que Ele nos deu com tanta fartura” (Efésios 1.7-8).
Como sabem tão pouco da fartura de Deus! Quão triste é a dieta de subnutrição, com que infelizmente nos acostumamos, no dia a dia da nossa vida espiritual. Vivemos, às vezes, tão famintos, que não nos envergonhamos de comer manjares insalubres e refeições poluídas, oferecidas despudoradamente por Satanás, como no caso o “filho pródigo”, desprezamos as refeições saudáveis da “casa do pai” e, quando “caímos em nós”, nos vemos malcheirosos pela ração dos porcos a que nos submetemos, vítimas do processo gradual de nossa desfiguração pelo abandono da comunhão com o Senhor nosso Pai...
A graça de Deus é maravilhosa. E é farta. Quando o Senhor bate à porta do nosso coração, pedindo para entrar, Ele quer comer conosco. E, provavelmente, não será forçar a interpretação afirmar que, ao comungar conosco, o Senhor é o que traz o banquete! E que fartura de banquete: cheio de graça, de perdão, de amor, de carinho, de saúde, de completa restauração. Cristo não nos quer anêmicos. Alimentemo-nos da Palavra do Senhor. Levemos a sério a fartura de Deus!
Olavo Feijó
Pastor, professor de Psicologia

A DESINTEGRAÇÃO DA FAMÍLIA

A profecia de Miquéias soa como a manchete de um jornal da semana passada, ao comentar a desintegração crescente da família: “Pois o filho despreza o pai; a filha se rebela contra a mãe; a nora, contra a sogra. Os inimigos do homem são os seus próprios familiares” (Miquéias 7.6).
A decadência de um povo é sempre precedida da destruição de suas famílias. Este fenômeno é uma constante, na história da queda de todos os impérios e civilizações. A família de nossos dias, inclusive dentro de nossas igrejas, está repetindo o quadro desolador da antiga profecia de Miquéias, contra Israel.
O nível espiritual de uma família nunca é superior ao nível religioso do seu pai e de sua mãe. E, para que o nível espiritual dos pais e das mães consiga um estágio saudável é necessário que o cabeça da família passe a ser a pessoa de Cristo. Os problemas familiares chegaram a um ponto que, a não ser que haja a atitude corajosa de submissão a Cristo, “os inimigos do homem serão os seus próprios familiares”. Já se tentou de tudo. E tudo só causou maior desintegração. Apelar para Cristo é o desafio. Entregar a Cristo é o caminho. Vivenciar Cristo é a saída. Saída que, na realidade, é a entrada. A entrada da saúde, da esperança, da dignidade, da harmonia, do amor. Do amor de Cristo, que derrota a desintegração produzida pelo mundo.
Olavo Feijó - Gotas Bíblicas na Atualidade
Pastor, professor de Psicologia

MINISTÉRIO COM FAMÍLIAS

Vivemos em pleno século XXI e o que deveria melhorar está piorando. A tecnologia avançou, os meios de comunicação facilitam a nossa vida e o que deveria melhorar está piorando. Hoje os meios de transporte mais modernos estão a nossa disposição, mas o que deveria melhorar está piorando. O que deveria melhorar, e o que está piorando? Trata-se dos relacionamentos familiares.
Nunca se viu um distanciamento tão grande da família e não deveria ser assim. A família é a primeira instituição que Deus criou, e ele criou com o propósito de espelharmos e espalharmos a sua glória. A cada dia que passa a mídia e a sociedade quer impor formatos de famílias que nunca foi idealizada por Deus.

FAMÍLIA: PRESENTE DE DEUS OU CONFUSÃO DA HUMANIDADE?

Até mesmo o assunto família, que alguns dias atrás era sempre um tema de reflexão positiva, hoje pode ser até um caso de polícia. O motivo todos já sabem, o conceito de família mudou, o que era reprovável é mais do que aceito, é um direito. Talvez pela consequência de outro tipo de crise no relacionamento familiar, a falta de posicionamento dos pais, junto com a falta de respeito dos filhos. E para piorar a situação, o relacionamento pessoal foi trocado pelo virtual, ou seja, uma relação sem compromisso. Mas graças a Deus essas circunstâncias não são unânimes.
Deus dá a sabedoria, e o homem cria equipamentos fantástico, como por exemplo a internet, junto com todas as suas possibilidades. O que poderia ser apenas bênção, a humanidade transforma em confusão. Se eliminam os relacionamentos pessoais, de comunhão familiar, de conversas cara a cara, e transformam a comunicação pessoal em um simples: “Oi, tudo bem?”. A troca de comunicação pessoal pela virtual afeta diretamente a família. Alguns pais só sabem o que acontece com seu filho depois que uma foto é postada no Facebook. O filho sabe que o pai pode ver suas fotos e seus comentários e corta com um clique até a possibilidade de comunicação virtual: “bloqueado”! É o presente de Deus se transformando em confusão da humanidade.

UMA QUEBRA DE BRAÇO

Nas redes sociais o que se vê é uma verdadeira quebra de braços entre os partidários do pastor Marco Feliciano e os partidários do movimento gay. Sem perceber, os usuários das redes estão colocando em cheque a real democracia e a liberdade de expressão, valores essenciais para uma sociedade justa e livre.
A verdade é que estamos vivendo um momento impar em nossa nação e, em especial, para a igreja brasileira. Ao falar em igreja, falo não de um dado grupo denominacional e muito menos de pessoas jurídicas, mas do povo cristão, independente de suas cores denominacionais ou suas bandeiras de luta.
É sabido que ao longo da história de nossa nação a igreja sempre se fez presente, influenciando e deixando suas marcas e seus valores. É fato que, desde o seu nascedouro, o Brasil sempre foi considerado um país cristão, tendo sua cultura, suas leis e até mesmo sua organização social e política fundamentadas em valores e princípios ditos cristãos. Se atentarmos para o conjunto de leis que regeram ou que ainda regem a nação, em sua maioria foram inspiradas em valores cristãos, tendo as Sagradas Escrituras como pano de fundo, especialmente as que regem sobre a família e sua constituição.

MARCO FELICIANO E DANIELA MERCURY

Nos últimos dias só se fala nisso no Brasil.
A todo momento, sempre há uma notícia de um movimento para destituir o deputado Marco Feliciano da presidência da Comissão de Direitos Humanos na Câmara dos Deputados. O deputado, coitado, está tendo sua vida vasculhada. Tudo o que ele escreveu ou falou está sendo usado para reforçar a tese de que é intolerante e preconceituoso para com os homossexuais (me recuso a escrever a palavra que eles usam para estes casos).
É interessante que não se tem a mesma preocupação com que já disseram, escreveram ou fizeram Xuxa, Lula e tantos outros. Xuxa, por exemplo, tem seu passado comprometido por ter participado de um filme em que contracenava nua com um menino! Não poderia ser processada por pedofilia? Lula disse certa vez que no Congresso Nacional tinha mais de 300 picaretas. Não poderia ser processado por calúnia?