VOCAÇÃO DE ANJOS

Muitos ainda não estão em paz em relação à consagração de mulheres ao Ministério.

Têm toda a razão os que pensam, os fundamentos jurídicos são válidos enquanto não ferem os princípios do Novo Testamento. Agora mesmo, estamos diante do perigo de vermos uma prática se tornar legal, colocando as igrejas cristãs em grandes dificuldades. Tudo em nome da dignidade, igualdade e liberdade.

Por outro lado, as normas não específicas nas páginas do Novo Testamento devem ser consideradas à luz da consciência e não da proibição. Mesmo nos casos específicos, ainda temos exceções. Do contrário, teríamos que voltar ao uso do véu e ao completo silêncio da mulher na igreja. São duas tradições culturais que cumpriram seu papel no tempo. Por isso, não erramos por não praticá-las mais. Não usar o véu e ouvir as mulheres em público não mais escandaliza o público como foi na igreja nascente.

Nesse mesmo raciocínio, vejo a ordenação feminina. Os obstáculos do primeiro século não persistem. Não há preceito bíblico a respeito. Então, creio que a questão deve ser posta no campo da consciência individual. Se a pessoa se diz vocacionada e preenche os requisitos bíblicos, não devemos impedir os planos de Deus em sua vida.

Consciência e requisitos não se confundem com vontade própria e modismo ou status. Aliás, do jeito como “pastores” estão pondo o conceito de pastor em baixa, quem não tem fôlego de super pastor, é melhor não caminhar na direção de um sub pastor.

É tempo de se reconstruir o conceito de pastor autêntico. E isso começa com vocação autêntica. Sem vocação, nem pensar. Vocação de anjos. E todos os vocacionados são anjos. Em Cristo e com Cristo todos os anjos são mais que vencedores.
Eimaldo Vieira
Pastor Emérito da IB Nova Jerusalém, Cabo Frio, RJ

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