Rio Mais Quanto?

Há vinte anos atrás os países do mundo se reuniram no Rio de Janeiro. Descobriram que o ecossistema estava falindo e juraram de pés juntos que iriam consertar as coisas. Vinte anos depois, o mundo volta ao Rio e ameaça fazer o mesmo discurso, como se o quadro óbvio do furor da natureza não estivesse gritando que talvez não haja mais jeito de corrigir as coisas.
Uma das realidades deprimentes dessas duas décadas desperdiçadas reside na escandalosa omissão dos cristãos, diante da corrupção da Terra engendrada pelos pecados do homem. Não faltaram homens de boa vontade, voluntários do movimento verde. Alguns, até, colocando a própria vida em risco, por amor à “salvação do planeta”. O que faltou, para nossa humilhação, foi a denúncia feita pelos púlpitos evangélicos, das implicações planetárias do pecado.
Por que não levar a sério o profundo discurso de teologia ecológica proferido pelo apóstolo Paulo? “Um dia o próprio Universo ficará livre do poder destruidor que o mantém escravo e tomará parte na gloriosa liberdade dos filhos de Deus” (Romanos 8.21). Esta mensagem do apóstolo é um hino majestoso de teologia ecológica. Ela indica o caminho do nosso envolvimento. Quanto a nós cristãos, o que nos falta para declarar, globalmente, que a salvação ecológica começa com a salvação em Cristo? O Senhor nos está dando mais algumas oportunidades de colocar em prática nossa “liberdade de filhos de Deus”. Para que, um dia, “o próprio Universo fique livre do poder destruidor que o mantém escravo”!
Olavo Feijó – Pastor, Professor de Psicologia - OJB

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